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Como acelerar a recuperação muscular com a alimentação 🫐

Recuperar não é apenas “não sentir dor”. É permitir que o músculo se regenere, que a inflamação seja modulada e que o corpo esteja pronto para o próximo estímulo. E a alimentação tem papel central nesse processo.


Resposta do corpo ao esforço físico:


Você sabe o que acontece no nosso corpo após um treino intenso?

Estresse oxidativo

Processo inflamatório

Necessidade de síntese proteica

Demanda por nutrientes


Durante o treino, o corpo tem uma demanda de energia muito maior do que o comum. Levamos o nosso corpo a um nível de desconforto e estresse mais alto e o esforço físico gera algumas respostas inflamatórias. (Inflamação não é sempre ruim, ok? No esporte ela é necessária!)


É como se o corpo dissesse “Esse treino foi muito bom pra sua evolução! Mas me dá um tempinho pra me recompor aqui antes de você repetir essa intensidade”.


É nesse momento de recuperação que a evolução aparece.

É aqui que o corpo aprende a se adaptar a esse esforço físico.

E por isso que, com o tempo, notamos que estamos evoluindo.

Fazer o mesmo treino de quando você iniciou no esporte, pode te gerar muito menos desconforto, e é esse o processo adaptativo.


A recuperação é um pacote de hábitos, e a alimentação é um dos protagonistas nesse processo.

Mas muitas pessoas ainda acreditam que só a proteína seja suficiente para um pós-treino. E não me leve a mal, ela realmente é importantíssima. Mas sozinha ela não faz o trabalho completo.

Não basta somente a proteína. Precisamos construir um ambiente metabólico favorável.

Alimentos funcionais que ajudam na recuperação


Além da proteína, o carboidrato e os micronutrientes são de extrema importância no processo de reparação muscular. Existem alguns alimentos funcionais que podem auxiliar no controle da inflamação gerado pelo esforço físico e otimizar o ambiente para potencializar as adaptações necessárias.


1. Frutas vermelhas (morango, mirtilo, amora, framboesa)


Por que elas ajudam?

  • Ricas em antocianinas (composto bioativo com ação antioxidante)

  • Reduzem estresse oxidativo gerado pelo treino intenso

  • Auxiliam na modulação da inflamação sinalizada pelo esforço físico (e consequentemente nas adaptações necessárias no exercício)

  • Podem estar associados à redução da dor muscular tardia (DOMS)


Para incluir na sua rotina, você pode usar em:

  • Smoothie pós-treino

  • Com iogurte natural

  • Em preparações: bolo ou panqueca


2. Gorduras de boa qualidade e ômega-3


Os alimentos fonte de gorduras de boa qualidade apresentam em sua composição gorduras do tipo mono e poli-insaturadas.

Auxiliam na modulação da inflamação gerada pelo esforço intenso e são essenciais na integridade das células, absorção de vitaminas e produção de hormônios.


**Por mais que sejam alimentos com ótima funcionalidade, não deixam de ser gorduras.

O que reforça a importância do cuidado com o excesso.


Exemplos:

  • Azeite de oliva extravirgem (ótimo para cozinhar e temperar saladas, com moderação)

  • Abacate, Nozes e castanhas

  • Sementes (chia, linhaça, de abóbora, de girassol, gergelim)


Já o ômega-3 é um tipo de gordura poli-insaturada considerada “essencial”, isto é, que o corpo não produz e precisamos ingerir de fonte externa. Possui boa ação antiinflamatória e antioxidante.


Além de agregar proteínas, o ômega-3 é um nutriente que potencializa a recuperação e reparação muscular entre sessões intensas de treinamento. Além disso, o consumo desse peixes, por exemplo, está associado, a menor risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e associado a um padrão de alimentação antiinflamatório.


4. Proteínas de alto valor biológico



Chegou o momento delas! As proteínas.

Junto do carboidrato, essa dupla é responsável pela recuperação concreta do músculo. Reparam os danos da sessão feita e preparam o músculo para a nova sessão de treinamento que está por vir.


É interessante que o corpo receba essa combinação de carboidrato + proteína em um intervalo de até 2h após o treino, uma vez que essa reposição “imediatapotencializa a recuperação, principalmente para quem tem uma rotina mais intensa de exercício físico e também se beneficia de periodização nutricional.


Proteínas de boa qualidade nos trazem aminoácidos essenciais e importantes pra síntese proteica. E as fontes são super variadas: ovos, frango, carne magra, peixes, iogurte natural e lácteos, whey protein…

Quantidade da proteína importa. E a distribuição dela ao longo do dia e em relação ao momento do treino também.

5. Especiarias com potencial funcional


Alguns outros alimentos com potencial anti-inflamatório e antioxidante podem auxiliar na modulação da inflamação e otimização do processo de recuperação. Mas claro, são a cereja do bolo!


Alguns exemplos são alguns temperos e especiarias para usar nas preparações do dia a dia: cúrcuma (ou açafrão da terra), gengibre, pimenta do reino e canela.


O que NÃO pode faltar


Lembre-se: alimentação é um dos protagonistas do processo. Mas é um deles. A recuperação é um pacote. Você deve prestar atenção em outros fatores, como:


  • Hidratação adequada

  • Carboidrato em quantidade adequada (reposição de glicogênio!)

  • Sono de qualidade

  • Intervalo entre sessões extenuantes

  • Qualidade da alimentação e periodização nutricional

Continuar apostando somente na proteína pode prejudicar sua recuperação.
Recuperação muscular não é sobre um alimento isolado, mas sobre um padrão alimentar estratégico.


Se você treina e sente que não evolui.

Se a dor muscular é constante.

Se sente muita fadiga acumulada,


Talvez não seja o treino. Pode ser a recuperação pedindo por uma estratégia.

 
 
 

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